Em dias onde jovens têm toda a liberdade, os últimos acontecimentos na USP mostram que a resposta para o vazio vai além do cigarro de maconha. O conceito de sagrado se perdeu em meio à fumaça e imbecilidade. O princípio saber foi devorado pela ignorância e o que impera no reinado uspiano é a miséria humana.
Há uma tristeza latente nestas manifestações por motivos torpes. Fala-se sobre a invasão da polícia enquanto a figura do estudante Felipe Ramos de Paiva é esquecida. Reivindica-se a liberdade de fazer fumaça em território mantido com dinheiro público, mas não se luta pela sobriedade da sociedade política. Criticam o modelo capitalista enquanto sustentam o comércio de entorpecentes. Buscam o direito de ir e vir, contudo atropelam os que não compartilham da mesma opinião.
Nesta revolução de filhinhos de papai pseudo-ativistas, penso que a morte do estudante Felipe foi em vão. Não menos lamentável é que os sobreviventes saem da mesma forma como entraram: vazios.


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