Recentemente foi veiculada a notícia que um casal de idosos, após 72 anos de relacionamento, morreram de mãos dadas (http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/10/19/junto-ha-72-anos-casal-americano-morre-de-maos-dadas.jhtm). Após a emoção escorrer pelo rosto em forma de uma lágrima, refleti o quão representativa é esta notícia. Pelo menos para mim. Vivemos esta insana procura por algo maior, um sentido para este mundo louco, e não me resta outra resposta que não seja o amor. Alguns dirão que não é saudável pautar a vida em um parceiro. Discordo. Acredito que, desde que certos limites sejam respeitados, ter com quem contar é uma dádiva. Longe de convenções sociais como o casamento, a parceria é o amor em sua mais pura forma.
Dedico este poema para os que amam com liberdade. Dedico para meu escolhido.
Amor, palavra que liberta.
Nesta, a escolha de atrelar-se intimamente, criar laços, entrelaçar corpos e sentimentos.
Pés cansados que caminham na mesma direção, projetos dilacerados que se cruzam com esperanças e somam forças para novos sonhos.
Corações que pulsam no mesmo ritmo. Conexão de mãos e alma.
O amor que dói. O amor que anestesia.
A alegria em se doar.
A prisão que alforria.
A troca.
Importa?
Se não fui personagem de livros,
Realizadora de grandes feitos,
Ganhadora de um Pulitzer?
Desperdício de neurônios!
Escrevo minha história nunca só.
Neste roteiro deixo que o amor me conduza.
Biografia que não passa em branco.
…por toda a minha vida!



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